PALMAS-TO: Professores da rede municipal de ensino recebem formação para Atendimento Educacional Especializado

Na manhã desta quarta-feira, 31, o 1º Clico de Formação 2018, promovido pela Prefeitura de Palmas por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), recebeu os profissionais da educação especial no Instituto Vinte de Maio. Cerca de 110 educadores, entre eles orientadores e professores das salas de recurso multifuncionais participaram de palestras e oficinas em torno da temática de educação especial, estimulação, instrumentos de avaliação, inclusão e encaminhamentos das crianças com necessidades educacionais especiais.

O diretor da Escola Municipal Professora Francisca Brandão, José Ribamar Farias, a qual está instalada o Centro de Educação Inclusiva (CEI), está à frente do polo que traz como principal abordagem a educação especial. “O CEI é algo muito maior que um espaço para receber as crianças com necessidades, é algo pensado há muito tempo e irá crescer ainda mais. Essa equipe que está sendo formada hoje irá trabalhar em prol disso, e assim definirmos juntos quais são as necessidades da rede para potencializar o atendimento educacional especializado, que é fundamental para nossas crianças”, ressalta.

O coordenador do CEI, Lucas Leal, conta que a formação é necessária para preparar os profissionais da educação especial para esse novo modelo de ensino. “O intuito é deixá-los preparados para fazer o encaminhamento das crianças com necessidades especiais para o Centro de Educação Inclusiva. E esse momento é importante para percebermos também as trocas que irão acontecer entre eles, os desafios, as dúvidas, é um momento de compartilhar experiências”, destaca.

A temática da inclusão abrange diversas situações, sobre as quais a professora-formadora Simone Maria Alves de Lima, explicou através da oficina “Inclusão Educacional: perfis e encaminhamentos” que é preciso entender os diferentes níveis e propostas para cada aluno. “Nosso objetivo é esclarecer precisamente os conceitos e definição dos encaminhamentos para a sala de recurso multifuncional e para o CEI. O aluno que adentra a escola com uma necessidade educacional especial, por questão de raça, gênero ou outros motivos, são frutos da inclusão, mas não necessariamente precisam do atendimento educacional especializado”, explica.

Segundo Luciene Teixeira Gonçalves, professora da sala de recurso da rede, a expectativa é que algumas lacunas existentes, como diagnósticos e orientações para os atendimentos, sejam sanadas. “Todo o ano tem a formação e é muito importante pois norteia nosso trabalho. É um momento que recebemos as propostas pedagógicas da Semed e então planejamos nosso trabalho para o ano letivo, além de ser um espaço onde encontramos nossos colegas, trocamos vivências. A formação é uma forma de valorizar o profissional da educação e a cada ano melhora, desde a nossa recepção na chegada à formação, até a estrutura e os ambientes das formações cada vez mais modernizados”, evidencia.

Trabalho em equipe

De acordo com a orientadora Educacional da Escola Municipal Anne Frank, Claudia Prego, a orientação escolar auxilia na integração e mediação do processo educativo. “O trabalho de orientadora escolar é focado no desenvolvimento integral do aluno, mental, social, cognitivo e físico também, então nós atuamos muito próximos aos alunos com necessidades educacionais especiais, que manifestam as dificuldades de integração ainda maior no universo pedagógico. Com o CEI e a formação dos profissionais a expectativa é que a rede seja cada vez mais um espaço inclusivo e de grandes conquistas para as crianças”, enfatiza.

Formação

A formação segue até dia 02 de fevereiro, e abrange gestores, professores de educação física, motoristas, todo setor de administrativo e pedagógico das unidades.

A diretora de Avaliação, Estatística e Formação/Escola de Educação, Marta Pacheco, fala sobre o apoio aos servidores da rede do setor administrativo e pedagógico, que até o dia 02 de fevereiro recebem formação. “Todos da rede estão participando, por isso a temática formação em movimento, serve para refletirmos sobre as práticas pedagógicas nas unidades educacionais desde a portaria até a sala de aula, passando pela orientação, pelas merendeiras, pessoal da limpeza e por todos os ambientes que são parte da escola e possuem agentes educadores”, explica.