PF cumpre mandado em Araguaína contra suspeito de várias fraudes no auxílio emergencial

Ao todo, são 10 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (9) a operação ‘Primeira Parcela’ para identificar e desarticular a atuação de pessoas e de organizações criminosas que cometeram fraudes para obter ilicitamente valores do auxílio emergencial.

Com a participação de 60 policiais federais, estão sendo desencadeadas ações nos estados do Tocantins, São Paulo e Bahia, com o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão.

No Tocantins, a operação se refere ao cumprimento ao mandado de busca e apreensão na residência de um suspeito de cometer diversas fraudes ao auxílio emergencial em Araguaína. O investigado é suspeito de cometer os crimes de furto mediante fraude e lavagem de dinheiro, além de possível envolvimento em organização criminosa especializada em fraudes bancárias.

Na capital do estado de São Paulo, a PF cumpre um mandado de prisão e três de busca e apreensão e sequestros de bens, além de um mandado de busca em São Bernardo do Campo e outro em Sorocaba.

A ação é resultado da Estratégia Integrada contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE), da qual participam a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) o Ministério da Cidadania, a Caixa, Receita Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (CGU), cujo objeto é a racionalização dos procedimentos de apuração criminal sobre a temática, com foco na atuação de grupos, associações ou organizações criminosas e a desarticulação de fraudes estruturadas.

Uma das principais medidas adotadas foi a constituição de uma unidade especializada na Polícia Federal para identificar o cometimento de fraudes no auxílio emergencial.

A PF recebe os dados das instituições integrantes da Estratégia Integrada e, utilizando de ferramentas de correlacionamento criadas pela própria PF, identifica a atuação dos grupos criminosos e a realização de fraudes massivas dentre os aproximados 60 milhões de pedidos deferidos de pagamento do auxílio emergencial. 

As investigações contabilizam os prejuízos causados pela quadrilha aos cofres públicos e, nesta primeira fase, giram em torno de R$ 350 mil, só no estado de São Paulo.

Os envolvidos responderão pelos crimes de estelionato, constituição de organização criminosa e até mesmo lavagem de dinheiro.